A dispersão de poluentes atmosféricos em uma região, além de depender das características dos poluentes e das fontes de emissão, depende das condições meteorológicas e de suas interações com o meio geográfico.
As características das emissões incluem, geralmente, o tipo de poluente, a temperatura de saída, a velocidade de lançamento, a taxa de emissão, a altura e as dimensões da fonte.
A análise dos fenômenos meteorológicos e suas interações com os aspectos geográficos representam a parte mais complexa do estudo de dispersão de poluentes. Os aspectos geográficos interferem nos campos meteorológicos, modificando o balanço de radiação, gerando circulações, fluxos de umidade, turbulência, etc. Então, as características geográficas da região de estudo, como latitude, maritimidade e presença de corpos de água (lagos, lagoas, etc.), relevo e cobertura predominante do solo, podem exercer grande influência na circulação resultante. As brisas marítima/terrestre, lacustre/terrestre, de vale/montanha, e circulações urbana/rural são exemplos de circulações geradas devido às características geográficas.
A Ambientale realiza estudos climatológicos e das condições meteorológicas da região de implantação ou operação do empreendimento, com a finalidade de contribuir para os estudos de impactos ambientais, licenciamentos ambientais e dispersão de poluentes. Para essas caracterizações são utilizados dados meteorológicos disponíveis, tais como: velocidade do vento, direção do vento, temperatura do ar, pressão atmosférica, umidade relativa do ar e radiação.
O estudo climatológico baseia-se em dados históricos, obtidos em estações climatológicas instaladas na área de influência e em bibliografia especializada, considerando no mínimo 30 anos de registros. A avaliação das condições meteorológicas baseia-se em dados históricos, obtidos em estações meteorológicas de superfície instaladas na área de influência e em bibliografias especializadas, considerando no mínimo 2 anos de registros.
As estações meteorológicas devem ser representativas da área de estudo ou de abrangência do empreendimento. Se não houver representatividade dos dados, simulações numéricas poderão ser utilizadas para gerar toda a série histórica dos parâmetros meteorológicos ou para completar dados faltantes (missing data).
Os estudos são realizados por profissionais com formação nas áreas de meteorologia e ciências da atmosfera, com grande experiência em suas áreas de atuação e com registros nos conselhos regionais específicos.